Segunda, 17 de Maio de 2021 12:47
61998647854
Entretenimento Heróinas da Saúde

Especial: Mulheres que fazem a diferença na saúde pública do DF

Secretaria de Saúde reconhece a força e o talento das mulheres... e a sociedade também

17/03/2021 21h56 Atualizada há 2 meses
Por: Redação Fonte: Redação
Dayane é heroína e copeira e atua no HRC
Dayane é heroína e copeira e atua no HRC

O mês é de comemoração pelo Dia Internacional da Mulher. E o que mais se destaca, é que neste ano o grande diferencial são as mulheres profissionais de saúde, que estão há um ano trabalhando na linha de frente no combate à pandemia. São milhares de Heroínas da Saúde que fazem a diferença no dia a dia de pacientes e familiares salvando vidas e levando esperança de cura e dias melhores.

Uma reportagem super especial realizada pela Secretaria de Saúde do DF destaca o trabalho e a força dessas mulheres. Selecionamos quatro histórias que, com certeza, representam todas as outras milhares de servidoras da Saúde. Viva cada uma delas e se encante com a garra e a forma de pensar. O DF Informa pega carona nessa história emocionante!

Renata de Almeida é médica intensivista e chefe da Unidade de Terapia Intensiva adulto do Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Ela relata que a rotina em uma UTI é sempre pesada física, intelectual e emocionalmente. No entanto, em tempos de Covid-19, segundo ela, isso é multiplicado por dez. “Temos que estudar ainda mais, porque todo dia há atualizações e novos artigos científicos que trazem melhores formas de tratar os pacientes. Os plantões são desgastantes com muito mais EPIs, que geram mais peso, feridas e marcas na pele, esforço físico, é uma maratona diária”, destaca.

Renata é heroína e medica intensivista

 

A médica afirma que emocionalmente é um desafio. Além disso, ainda existe o medo de ser o próximo ali naquelas camas, ou o medo de alguém da família estar ali. Sem contar que ainda é preciso lidar com as famílias que estão longe e não podem nem se despedir dos seus entes queridos. “É algo bem pesado. É preciso uma sensibilidade extra”.

A terapia favorita da médica são os seis cachorros que possui, que a ajudam a lidar com o estresse. Além disso, ela pratica atividade física cinco vezes na semana. Renata trabalha 64 horas semanais e vive com o marido e os pais. Ela sonha em ser mãe, mas avalia que ainda precisa priorizar sua saúde e afazeres domésticos para viver esse sonho de maneira saudável.

TOQUE FEMININO DA GESTÃO EFICIENTE 

Servidora da Secretaria de Saúde há 25 anos, Christiane Braga é enfermeira obstetra e especialista em Gestão de Saúde. Atualmente, ela é a subsecretária de Planejamento em Saúde e trabalha com o planejamento das politicas públicas e o orçamento da Secretaria de Saúde. Dentre suas funções estão: planejar, programar, monitorar e promover a análise das pactuações, tanto para prestação de contas como melhorias na gestão da pasta.

“Tenho consciência de que a Secretaria de Saúde é a maior pasta no GDF. É uma instituição grande e complexa, muitos são os ajustes e aprimoramentos no planejamento e execução das políticas públicas em saúde. É desafiador. Temos muito o que desenvolver na governança e gestão da Pasta”, explica.

A subsecretária percebe que ainda há poucas mulheres em cargos mais elevados. No entanto, ela não se sente nem melhor e nem pior pela sua atual posição, pois o desempenho de seu cargo exige competência, envolvimento, liderança e empatia, compatíveis com qualquer gênero. "O lugar da mulher é onde ela quiser estar. Meu trabalho é dinâmico e inovador. Temos as obrigações legais e rotinas administrativas, mas a interlocução com as outras subsecretarias e a gestão da informação estratégica permite uma movimentada jornada no trabalho”, afirma.

Christiane atua há 20 anos na gestão e se sente muito realizada no que faz. “Organizar os meios de sustentabilidade para a assistência atuar é, para mim, uma grande satisfação". A rotina da subsecretária ainda se divide em cuidar de casa e da família. “A gestão pública com todos os seus percalços exige muita dedicação e disponibilidade, família exige a mesma disponibilidade além dos afazeres domésticos e gestão domiciliar, filhos requer atenção, apoio nos estudos e carinho. Conciliar esses três desafios, trabalho, casa e filhos é vital e continuo”, avalia.

Christiane é heróina e gestora

 

Ela frisa que o que aprendeu nesta jornada foi que os momentos devem ser vividos no seu tempo, nem antes nem depois, ser mãe, família e profissional. Segundo a subsecretária, as mulheres precisam de coragem, confiança, entrega, persistência e amor para todos os seus desejos. “Escolha onde quer estar, com quem quer estar e decida por você. O empoderamento da mulher está em sua determinação”, parabeniza.

UMA MULHER QUE JAMAIS DESANIMARÁ

Outra profissional que lida diariamente com os pacientes internados no HRC é Dayane Alves de Araújo, ela é copeira e diz que entre os desafios de sua função está passar confiança ao paciente, dar o melhor atendimento e o auxiliar da melhor forma possível, com responsabilidade e compromisso com o trabalho. “Tento encarar esses dias de Covid como dias difíceis, mas que não são eternos. Não é fácil, mas não podemos desanimar, porque tem pessoas que estão ali dentro esperando por nossa chegada, aguardando nosso bom dia, boa tarde, boa noite e a gente também, aguardando o sorriso de nos ver chegar, isso é satisfatório”, relata.

“Tento passar coisas boas e não levar um dia cansativo para casa, até porque as crianças estão sempre ansiosas pela nossa chegada. Agora, tudo mudou. Não tem mais aquele abraço apertado assim que chego, tem aquele processo de separar a roupa, higienizar-se, porque todo cuidado é pouco”, explica.

Dayane acredita que todas as mulheres envolvidas diretamente na linha de frente da pandemia são mulheres de fibra, fortes e que a todo tempo dão forças uma para outra. “Nossa rotina não é nada fácil, é cansativo, desgastante, mas não vale focar apenas nisso. Eu costumo falar que juntas somos mais fortes, a correria é grande, o tempo se torna pouco, mas Deus nos dá sabedoria e nos mantém fortes”.

SEMPRE ENCONTRANDO FORÇAS E ESTRATÉGIAS

Ana Carolina Viana é fisioterapeuta e trabalha na UTI do HRC há dois anos. Ela conta que o cenário atual não tem sido de dias muito fáceis. Para ela, o maior desafio de sua profissão é garantir que o paciente saia da UTI com o máximo de funcionalidade possível. Além de determinar o melhor tratamento para cada paciente, encontrar estratégias quando o tratamento inicial não tem uma boa resposta e não se deixar abalar tanto com os pacientes que falecem.

Ana Carolina é heroína e fisioterapeuta

A fisioterapeuta conta que nunca esperou enfrentar algo dessa magnitude e que a Covid-19 toma proporções desastrosas para algumas pessoas, são justamente com elas que ela trabalha diariamente. De acordo com Ana Carolina, é péssimo reconhecer que com alguns pacientes perde-se a batalha e que outros receberão alta com sequelas que não permitirão ter a mesma vida de antes.

 

“É desgastante desde a paramentação do dia a dia, as falhas de tratamento, ver os pacientes piorarem após a equipe fazer tudo que fosse possível e estivesse ao nosso alcance. Auxiliar a intubação de pessoas conscientes que não sabem se viverão após o procedimento é de cortar o coração”, afirma seu ponto de vista sobre a Covid-19.

 

Mensagem do secretário de Saúde, Osnei Okumoto, a todas as Mulheres - Clique abaixo e assista!

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
-
Atualizado às 21h00 - Fonte: Climatempo
°

Mín. ° Máx. °

° Sensação
km/h Vento
% Umidade do ar
% (mm) Chance de chuva
Amanhã (18/05)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. ° Máx. °

Quarta (19/05)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. ° Máx. °

Ele1 - Criar site de notícias