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Cidades Mais trabalho no DF

Gestão estratégica do DF garante 11 meses de queda no desemprego; GDF comemora avanços

Governo do DF e CLDF acompanham os indicadores para fomentar as atividades. Desemprego no Distrito Federal completa 11 meses seguidos em queda

30/03/2022 09h06 Atualizada há 2 meses
Por: Redação Fonte: Redação
Números foram anunciados ao vivo
Números foram anunciados ao vivo

Em um trimestre historicamente negativo, a taxa de desemprego surpreende em fevereiro, mantendo-se estável em relação a janeiro e reduzindo no comparativo com fevereiro de 2021. Com isso, já se completaram 11 meses de contínua redução desse indicador em relação a igual mês anterior, sendo o decréscimo identificado em fevereiro de 1,6 pontos percentuais. Lideranças do DF comemoram os números.

Os números podem ser reflexos de parte da estratégia adotada pela gestão do Governo e da Câmara Legislativa. Tanto os projetos quanto as ações de desenvolvimento contribuíram para o fomento da economia e a retomada do crescimento.

A informação consta da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), realizada em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada em transmissão pelo canal da companhia no YouTube. O levantamento é mensal e refere-se ao mês de fevereiro de 2022.

De acordo com o levantamento, foram criados 68 mil novos postos de trabalho, superando a marca dos 51 mil que entraram na busca por empregos no mercado. Os setores que mais contrataram foram os da administração pública, serviços e comércio, gerando redução no desemprego na capital federal.

Mês marcado por feriados e encerramento de férias escolares e acadêmicas – o que impactam diretamente os setores de transporte, comércio e o trabalho de ambulantes –, fevereiro apresentou leve reaquecimento de mercado e aumentos nas taxas de ocupação no DF.

“No trimestre encerrado em fevereiro, o mercado de trabalho do DF apontou estabilidade da taxa de desemprego na relação com o mês anterior e importante redução no confronto com fevereiro de 2021. Este é um período em que, tradicionalmente, o desemprego cresce, portanto, não é algo banal”, afirma a economista Lucia Garcia, técnica do Dieese.

“Além disso, a contínua redução da taxa de desemprego por 11 meses consecutivos fez a escassez ocupacional recuar a patamares do segundo semestre de 2016. Em conjunto com a elevação do rendimento médio, após muito tempo de declínio, esse quadro nos faz conjecturar que o espaço de trabalho do DF está se estabilizando em um patamar promissor nesta fase pós-pandemia”, acrescenta.

Porém, mesmo com este aumento no número de empregados, a renda média do trabalhador brasiliense diminuiu, com maiores números no setor público (12,8%), assalariados (10,8%) e setor privado com carteira assinada (5,1%), resultando em um efeito cascata, ou seja, reduzindo o número de ocupados na área doméstica com o rearranjo nos gastos familiares.

Além de reduções na construção civil, que perdeu 3 mil trabalhadores em fevereiro, influenciado pelo período de chuvas, houve também queda na indústria de transformação, que possui o menor contingente de ocupados no DF e mesmo assim passou de 49 mil para 45 mil empregados.

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