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Brasil TSE

Justiça eleitoral pode punir justamente um delegado por espalhar fakenews

Delegado era político quando a ação foi iniciada na Justiça Eleitoral.

27/10/2021 09h19 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Fonte: Redação
Ex-deputado Fernando Francischini
Ex-deputado Fernando Francischini

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou o julgamento do ex-deputado Fernando Francischini, conhecido como “Delegado Francischini”, pela propagação de fake news nas eleições de 2018. O caso, suspenso para vista, é pioneiro sobre a veiculação de notícias falsas em período eleitoral, e deverá formar a jurisprudência da Justiça Eleitoral para as eleições de 2022.

O caso tinha como pano de fundo uma live feita pelo então parlamentar – pai do hoje deputado Felipe Francischini (PSL-PR) – no dia da eleição do primeiro turno. Gravada pouco antes do fechamento das urnas, às 16h38, o então deputado encampou o discurso de que as urnas haviam sido supostamente adulteradas.

“Já identificamos duas urnas que eu digo ou são fraudadas ou adulteradas. Agora é real. O que eu estou passando pra vocês é a própria documentação da Justiça Eleitoral”, disse o parlamentar.

“A gente tá trazendo essa denúncia gravíssima, antes do final da votação”. O delegado alegou que as urnas seriam feitas com tecnologia venezuelana, e que as eleições de 2014 também tinham sido fraudadas.

A live foi ao ar em seu perfil no Facebook, foi acompanhado ao vivo por 70 mil internautas. No mês seguinte, o número havia crescido significativamente: havia 105 mil comentários, 400 mil compartilhamentos e 6 milhões de visualizações. (Com informações do Congresso em Foco)

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