Quinta, 16 de Setembro de 2021 21:12
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Cidades Cadê os taxistas?

Caos no transporte por aplicativo faz voltar a força do taxi

Táxi está em alta, porém, cooperativas não têm gestão e motoristas seguem acomodados sem inovar.

31/08/2021 07h52
Por: Redação Fonte: Redação - Opinião
Motoristas de táxi estão perdendo
Motoristas de táxi estão perdendo "de novo" a oportunidade

 

Com a retomada da economia devido as medidas anunciadas pelo Governo do Distrito Federal nos últimos dias e o avanço da vacinação, Brasília sofre agora com a transição do serviço de transporte por aplicativo para o táxi.

Durante décadas, os taxistas foram os donos do transporte de passageiros, mas por falta de gestão das empresas, falta de inovação no serviço e, principalmente, pelo atraso de postura dos motoristas, a atividade perdeu espaço para tecnologia.

E o pior de tudo e mais interessante: os taxistas perderam espaço para motoristas sem qualificação e “meia dúzia de balinhas no carro”. Foi exatamente assim que a Uber chegou ao Brasil.

Mas esse cenário está mudando. Na verdade, poderia estar mudado há muito tempo, mas mesmo diante da segunda chance que o serviço de táxi tem, poucos são os motoristas e empresas que estão fazendo por merecer todo aquele status.

Os transportes por aplicativo caíram no quesito qualidade e as empresas, a maioria estrangeira ou com capital estrangeiro, judiam dia a noite dos “empreendedores do volante”- nome dado aos trabalhadores autônomos que precisam apenas fazer um cadastro e começar a trabalhar por conta.

Esses motoristas por aplicativo ganham uma “mixaria” por corrida e quase nada de suporte. Com o preço da gasolina em alta, há corridas em que a distância para chegar ao cliente é de 4 km e mais o trajeto para levar o cliente, cerca de 3 ou 4 km. Somadas as distâncias, o motorista transita perto de 6 ou 7 km para lucrar R$ 5,60. Isso porque em Brasília, por exemplo, o livro do combustível custa em média 5,80, sendo bem generoso.

Faltam carros, automóveis sujos, velhos, com mau cheiro, visíveis estado de depreciação, demora em chegar, e vários outros problemas. Com tantos obstáculos, clientes estão optando pelos taxistas, mas ainda não encontram melhorias.

A sensação que dá é que os taxistas sabem que os clientes estão voltando e não se esforçam para implantar as melhorias. É o retrato de quem parece não prosperar. Mas, no meio de tantos acomodados, há quem se destaque. O DF Informa andou nos dois tipos de transporte este final de semana, inclusive com motoristas exemplares e dedicados.

Ou seja, existem os bons e maus profissionais, mas as oportunidades são únicas. O que as empresas de táxi precisam fazer é investir em gestão, inovação e, principalmente, os motoristas precisam se organizar e mudar os dirigentes das cooperativas. Mentalidades arcaicas e repletas de comodismo é o que prejudicam o desenvolvimento. Cabe uma reflexão dos taxistas de todo o Brasil.

 

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