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Saúde Desde 2013

Ex-governadores abandonaram a saúde e só agora IGESDF corrige falhas em equipamento

Preparação da equipe técnica é uma das últimas fases para que o aparelho, adquirido em 2013, finalmente entre em funcionamento

29/08/2021 10h37
Por: Redação Fonte: Redação
Treinamento sai do papel desde 2013
Treinamento sai do papel desde 2013

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IGESDF) começou o treinamento de 20 profissionais que vão manusear o equipamento PET-CT, aparelho de tomografia adquirido por US$ 1 milhão em 2013, no Governo Agnelo Queiroz (PT), mas que até hoje não entrou em funcionamento porque os governadores que antecederam Ibaneis Rocha (MDB) não cumpririam as medidas necessárias para que a máquina entrasse em operação.  

O treinamento desses profissionais é uma das últimas etapas a serem cumpridas pelo IGESDF para que o aparelho, instalado no Hospital de Base (HB), comece a fazer tomografias de alta precisão para detectar pacientes com câncer, doenças cardíacas e tumores cerebrais.  

Os profissionais aprenderam a manusear a bomba injetora de contraste radiológico do PET/CT, ferramenta que possibilita injetar nos pacientes substâncias que permitem identificar, com maior precisão, possíveis doenças. O treinamento prossegue na próxima semana. 

Histórico do PET/CT 

O PET-CT é um exame que revela, com alta precisão, doenças nas áreas da cardiologia, neurologia e, principalmente, oncologia. É solicitado para avaliação de metástases e estágio da doença, fornecendo aos médicos subsídios para direcionar e avaliar o tratamento dado ao paciente.

 

O nome do equipamento é a junção das siglas de dois tipos de tecnologias usadas para a produção de imagens de alta resolução: a tomografia por emissão de pósitrons (PET) e a tomografia computadorizada (CT).  

A máquina foi adquirida em 2013 para funcionar dentro do Hospital de Base, que à época, no entanto, não estava preparado nem dispunha de espaço apropriado para receber o pesado equipamento.  

O governador Ibaneis Rocha, ao assumir o GDF, determinou que o problema fosse solucionado. O IGESDF, que administra o Hospital de Base, passou então a cumprir o caderno de medidas exigidas para por o aparelho em funcionamento.  

Uma das medidas foi reestruturar o espaço do Núcleo de Medicina Nuclear do HB para receber o equipamento, que pesa cinco toneladas. Esse material chegou em 21 caixas de até três metros de cumprimento, que ficaram durante anos no corredor do Hospital de Base.  

Em 30 de outubro de 2019, foi homologado na 5ª Vara da Fazenda Pública do DF acordo firmado entre o GDF e GE Healthcare, fornecedora do aparelho, para a instalação do equipamento. Pelo acordo, a empresa arcou com os custos da obras no Núcleo de Medicina Nuclear. Em abril de 2020, as obras foram concluídas e o equipamento transferido para o novo espaço.   

Em julho deste ano, o IGESDF obteve outra importante vitória: conseguiu a autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que disciplina e fiscaliza o uso de produtos e equipamentos radioativos em solo brasileiro, para que o Hospital de Base possa por em funcionamento o PET/CT. 

Com essa autoriza, Gilberto Occhi, presidente do IGESDF, no início de agosto deste ano formalizou à Secretaria de Saúde processo visando que a SES  firmasse contrato com o instituto para que fosse feito o treinamento da equipe técnica.       

Fase de treinamento 

O IGESDF entra agora na fase de treinamento dos profissionais que vão operar o equipamento, entre eles, médicos e técnicos de Medicina Nuclear, físicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. O treinamento prossegue na próxima segunda-feira (30), quando os futuros operadores vão aprender a manusear outros instrumentos do equipamento.  

Essa fase de treinamento teórico e prático, que inclui o domínio das tecnologias de produção de tomografias, vai até o dia 24 de setembro, conforme cronograma do IGESDF, que prevê para novembro o início das operações do PET/CT. 

O treinamento foi conduzido pela técnica Aratuza Morais, especialista de treinamento da empresa Bayer, responsável pela bomba injetora. Ela ensinou a equipe a manusear a injetora, a operar o equipamento com segurança, a usar a técnica de contrates e os cuidados a serem adotados com os pacientes.  

"O objetivo do treinamento é repassar todas as informações necessárias para que as equipes multidisciplinares, atuando de forma integrada, consigam executar suas atividades com excelência", explicou. "Essa etapa é importante para que a gente aplique o conhecimento antes de o setor começar a funcionar", concordou Ademar Barros, radiofarmacêutico que participou do treinamento. 

Para o médico nuclear João Arratia, também membro da equipe de operadores, essa fase de aprendizagem é fundamental para que o aparelho seja usado com total segurança. "Saber manusear o equipamento é necessário para que nada dê errado no momento em que estivermos realizando os procedimento”, defendeu. “É uma segurança para o paciente, principalmente, e também para a equipe".  

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