Quinta, 16 de Setembro de 2021 21:27
61998647854
Dólar comercial R$ 5,26 0%
Euro R$ 6,19 0%
Peso Argentino R$ 0,05 -0.087%
Bitcoin R$ 265.206,94 +2.269%
Bovespa 113.794,28 pontos -1.1%
Economia Governo Bolsonaro

Teto de gastos do governo volta ao centro das atenções

Governo Federal parece não ter regras, o que evidencia falta de gestão

09/08/2021 01h36
Por: Redação Fonte: Redação
Novo Bolsa Família seria lançado para tentar reeleição
Novo Bolsa Família seria lançado para tentar reeleição

Aumento do risco coincide com avanço do debate eleitoral e impasse sobre precatórios e Bolsa Família "turbinado"

Depois de uma tumultuada discussão envolvendo o Orçamento de 2021, que culminou na aprovação de uma peça inexequível pelo Congresso Nacional, a percepção de risco de fragilização do teto de gastos voltou a crescer entre analistas políticos, no momento em que os principais agentes traçam estratégias de olho nas eleições de 2022.

A nova edição do Barômetro do Poder, iniciativa do site InfoMoney que compila avaliações e expectativas de consultorias de análise de risco político e analistas independentes sobre alguns dos assuntos em destaque na política nacional, mostra que 67% dos participantes atribuem probabilidade alta de a regra fiscal passar por um novo revés ainda durante o atual governo. Clique aqui para acessar a íntegra.

De acordo com o levantamento, realizado entre os dias 2 e 4 de agosto, considerando uma escala de 1 (muito baixa) a 5 (muito alta), a probabilidade média atribuída pelos especialistas para o descumprimento ou a flexibilização do teto de gastos é de 4,00 – uma alta de 0,60 pontos em relação ao último levantamento, realizado em junho.

Hoje, apenas 8% dos entrevistados veem como reduzidas as chances de manobras sobre a regra fiscal – menos da metade de dois meses atrás. Outros 25% atribuem probabilidade moderada para isso acontecer.

A emenda constitucional do teto de gastos impede que as despesas do governo em um ano cresçam acima da inflação de 12 meses, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulada até junho do ano anterior. Como o índice registrou alta de 8,35% no período, esta será a taxa que as despesas sujeitas ao teto poderão crescer em 2022 – podendo passar de R$ 1,49 trilhão para R$ 1,61 trilhão.

Especialistas em contas públicas e integrantes do próprio Ministério da Economia projetam uma “sobra” no teto de gastos de 2022. Isso porque a inflação deve desacelerar até o fim do ano, fazendo com que despesas indexadas fiquem vinculadas a uma alíquota menor – embora a evolução dos preços e a própria crise hídrica e elétrica estejam gerando novas preocupações de que a gordura pode diminuir.

Bolsa Família 2.0

A percepção de maior risco às regras fiscais, especialmente ao teto de gastos, coincide com o momento em que o governo discute a edição de medida provisória para reformular o Bolsa Família, que deve se chamar Auxílio Brasil, ampliando o valor médio repassado e a base de beneficiários.

O programa é uma das principais cartas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em seu projeto pela reeleição.

O tema é foco de queda de braço entre as alas política e econômica do governo – motivo pelo qual o texto ainda não foi encaminhado ao Congresso Nacional. De um lado, a equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) defende que só é possível pagar um programa com repasses médios em torno de R$ 300 (hoje são cerca de R$ 190) mensais. De outro, há um esforço em tentar ampliar os repasses.

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias