Quinta, 16 de Setembro de 2021 21:28
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Política A vez dos novatos

Deputados, senadores e assessores desesperados com as eleições no ano que vem

Quem sonha em ser deputado ou senador terá a melhor oportunidade de se eleger dos últimos 20 anos.

08/08/2021 16h56 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Fonte: Redação
Se estiver abandonado, eleitor dará o
Se estiver abandonado, eleitor dará o "dar o troco" nas urnas

Em 2022 tem eleições para deputados distritais, deputados federais e senador. Os eleitores já sabem o que cobrar e até agora não tiveram muita resposta para as perguntas criadas durante a pandemia. Foram poucos os trabalhos que impactaram no dia a dia da população.

Entre os grupos mais sofridos, estão os empreendedores. Abandonados pelo governo federal e, em muitos períodos pelos governos estaduais, os donos de pequenos negócios sentiram na pele as regras da pandemia, impostas pelas vigilâncias sanitárias em cumprimento as normas de biossegurança, mas assistiram os grandes empresários fecharem a torneira e serem os prediletos do poder público.

Outra classe que também sofreu foram os trabalhadores autônomos. O cenário de abandono só não foi pior porque a gestão da saúde conseguiu mostrar na prática que toda a população é prioridade na vacinação e nos demais atendimentos assistenciais. Em compensação, a classe política se isolou dentro de deus modernos gabinetes, em casa e escritórios pagos com dinheiro público, e ficou longe da população que tanto precisava das políticas públicas.

No Distrito Federal, por exemplo, o governo foi um dos mais atuantes em garantir apoio para que famílias colocassem a comida na mesa e pudessem aguardar os tristes indicadores da pandemia melhorar. E assim a comunidade comum vai superando e enxergando a retomada da economia. 

Os dias passam e os políticos, aqueles que possivelmente serão candidatos a reeleição, terão que se esforçar junto com o exército de funcionários disponíveis nos gabinetes para tentar convencer o povo de que trabalharam dia a noite para todos superarem os desafios da pandemia, mas se fizer uma pesquisa junto às pessoas, a realidade não é bem essa.

Tem senador, que durante muitos anos, sempre teve mais que 75 funcionários no gabinete e sequer conseguiu mostrar um trabalho na prática a não ser ataques politiqueiros ao governo. Tem deputado que apenas ficou atrás das câmeras em seu luxuoso escritório fazendo live detonando “Deus e o mundo” para tentar se dar bem com a população mas o discurso “pobre e barato” não foi bem aceito.

Outro caso de deputado é a sua oportunidade se ser líder de bancada e que sequer levantou a voz para defender os interesses do grupo, se transformando em um “político-árvore”, aquele que não faz nada de diferente todos os dias a não ser ficar parado.

Outra parlamentar decidiu trocar de partido para tentar concorrer a um sonho político, mas é marinheira de primeira viagem e não tem histórico de trabalho.

Os desafios continuam, mas quem está realmente desesperado, também, são os assessores que assumem a triste missão de não serem valorizados ao longo de quatro anos e, na hora H recebem um briefing de que precisam montar algo para o seu “patrão” ganhar as eleições sobre pena de perder o emprego e ir todo mundo para a rua.

Estrategistas ou não, deputados e senadores estão desesperados, pois não sabem o que fazer para “ficar de boa com a população”, porém, em plena pandemia, o que resta até aqui é a certeza de que os candidatos novatos podem fazer a diferença e ser eleitos.  Se comparar as oportunidades que os sonhadores com a vitórias nas urnas têm todos os dias, 2022 será a melhor oportunidade dos últimos 20 anos, porque o retrato atual é a sobra da incompetência política como nunca se viu, praticada por quem está no poder dentro do legislativo.

 

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