Quinta, 16 de Setembro de 2021 22:12
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Política CPI da Covid

Por que o governo tem medo da soltura de Roberto Dias? entenda a CPI

Dias foi preso, mas por mixaria de R$ 1.100,00 já está solto e desespera a gestão do Palácio do Planalto.

23/07/2021 22h32 Atualizada há 2 meses
Por: Redação Fonte: Redação
Roberto Dias seria o
Roberto Dias seria o "homem bomba" do governo Bolsonaro

Com aval de Roberto Dias, investigado pela CPI da Covid, governo pagou R$ 39 milhões por contrato com suspeitas de irregularidades

Roberto Dias, que foi preso acusado de mentir à CPI da Covid, foi solto agora há pouco. Ele pagou fiança de R$ 1.100, deixou a prisão e responderá em liberdade à acusação de falso testemunho.

Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, foi exonerado na semana passada após ser acusado por Luiz Paulo Dominguette, vendedor de vacinas ligado à Davati, de pedir propina de US$ 1 por dose do imunizante que seria negociado com o governo federal. O carregamento prometido por Dominguette seria de 400 milhões de doses. Em seu depoimento à CPI Dias confirmou que houve o encontro com o representante da Davati, mas negou ter pedido propina.

Após várias horas depondo à Comissão nesta quarta, o senador Omar Aziz, presidente da Comissão, considerou que Dias mentiu sobre os acontecimentos ligados a compra das vacinas e pediu sua prisão. O ex-diretor foi encaminhado para a delegacia da Polícia Legislativa do Senado, onde ficou detido até pagar a fiança, por volta das 23h30.

Roberto Dias foi o primeiro depoente a ser preso nesta CPI. Aziz decidiu detê-lo após o vazamento de áudios apreendidos do celular de Dominguette que contradiziam as informações dadas pelo ex-diretor. 

Dias afirmou aos senadores repetidas vezes que seu encontro com Dominguetti em fevereiro deste ano, onde teria ocorrido a proposta de propina, teria acontecido por coincidência. "Não era um jantar com fornecedor, era um jantar com um amigo", disse.

Aziz, porém, rebateu com mensagens apreendidas do celular de Dominguetti que o mostram avisando, no dia 25 de fevereiro, aos seus superiores na Davati que se encontraria com Roberto Dias.

Depois do encontro, Dias foi acusado por Dominguetti de ter pedido propina de US$ 1 por dose comprada no início da negociação da vacina da Astrazeneca/Oxford, que não trabalha com intermediários para negociar com o Ministério da Saúde. O ex-diretor negou as acusações à CPI, chamou Dominguetti de "picareta" e disse que as acusações contra ele "partem de pessoas desqualificadas".

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