Segunda, 26 de Julho de 2021 23:58
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Polícia Facista mas amigo!

Bolsonaro promete 15 ministérios na campanha, mas caminha para ter 23 e acomodar "apadrinhados"

Apadrinhados são políticos que ajudarão o presidente dentro do Congresso Nacional com a possibilidade de impeachment

22/07/2021 05h48
Por: Redação Fonte: Redação
Presidente está na saia justa e em baixa popularidade
Presidente está na saia justa e em baixa popularidade

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que fará uma reforma ministerial nos próximos dias. A declaração ocorreu em entrevista à rádio Jovem Pan de Itapetininga (SP). A reforma ministerial deve promover mudanças na Casa Civil e na Secretaria-Geral da Presidência, além de recriar o Ministério do Trabalho.

Presidente precisa "se mexer", ainda mais com possibilidades de impechment e a aproximação do resultado final da CPI daCovid que tramita no Congresso Nacional.

"Estamos trabalhando, inclusive, uma pequena mudança ministerial, que deve ocorrer para a gente continuar aqui administrando o Brasil", declarou Bolsonaro à emissora. Uma das mudanças deve ocorrer na Casa Civil, atualmente ocupada pelo general Luiz Eduardo Ramos. Para o cargo, o presidente teria escolhido o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e um dos principais líderes do Centrão.

Na Casa Civil, ministério responsável pela articulação política, Ramos sofreu queixas por parte de figuras importantes do Congresso, como o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que é filiado ao mesmo partido de Ciro Nogueira.

Eleitores de Bolsonaro demonstraram críticas em todos os cantos do país, principalmente depois que um vídeo vazou e está rodando os grupos de WhatsApp. Ciro Nogueira chama Bolsonaro de "Facista", mas mesmo assim, o presidente caminha para "abrir as portas do seu governo em troca de apoio político". Assista:

A indicação de Nogueira para a Esplanada ajudaria a conter a insatisfação da base aliada de Bolsonaro, que cresceu quando o presidente fez ameaças à realização das eleições do ano que vem e quando criticou a aprovação do fundão eleitoral de R$ 5,7 bilhões, aprovado pela maioria dos apoiadores do governo no Congresso. No Legislativo, Ramos estaria sendo apontado como quem levou Bolsonaro a apontar o atual vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), como o único responsável pelo fundão.

Presidente prometeu, em sua campanha eleitoral, ter apenas 15 ministérios e já caminha para ter 23, ou seja, 8 a mais do que anunciado aos seus eleitores, dando clara demonstração de como os políticos não cumprem o que é prometido na eleição.

Além disso, como Nogueira é senador, a indicação dele à Esplanada também seria uma forma de agradar ao Senado, num momento em que Bolsonaro se vê acuado pela CPI da Covid. Também seria uma forma de facilitar a aprovação da indicação de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF), que tem de passar pelo Senado.

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