Quarta, 16 de Junho de 2021 21:12
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Saúde Covaxin x Sputnik

Autoriza mas não se responsabiliza! Anvisa anuncia duas novas vacinas com várias condições

Agência Nacional de Vigilância Sanitária demorou mais de sete horas para chegar a essa decisão "meio confusa".

07/06/2021 16h21
Por: Redação Fonte: Redação
Sede da Anvisa, que autorizou, mas com muitas condições
Sede da Anvisa, que autorizou, mas com muitas condições

O que já estava confuso, agora piorou! A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou mais de sete horas de debate entre seus diretores para aprovar o pedido de importação excepcional das vacinas Sputnik V e Covaxin contra a Covid-19.

A decisão vale apenas para lotes específicos de imunizantes trazidos de fora e não configura autorização de uso emergencial pela agência. E mais, a Anvisa ainda colocou várias condições para aprovar os imunizantes, podendo causar ainda mais confusão na população brasileira.

No caso da vacina Covaxin, a autorização definiu a quantidade de apenas 4 milhões de doses, que poderá ser utilizada somente sob condições específicas determinadas pela Agência. As doses deverão ser utilizadas dentro de condições controladas, sob responsabilidade do Ministério da Saúde. Já em relação à Sputnik, a quantidade de doses será restrita a 1% da população de cada um dos seis estados solicitantes: Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí.

Ou seja, a Anvisa aprovou, mas diz ao mesmo tempo que não é "aqueeeeelaaaaa aprovação", deixando a entender que autoriza a entrada das vacinas no país, mas na prática, não se responsabilidade por muitos fatores.

Veja as condições que a Anvisa colocou para aprovar as duas vacinas:

  • Suspensão imediata das aplicações caso a Anvisa ou a Organização Mundial da Saúde (OMS) reprovem o uso emergencial da vacina em questão;
  • Não utilização das vacinas em pessoas com hipersensibilidade a qualquer dos componentes da fórmula, gravidez, lactantes, menores de 18 anos ou maiores de 60 anos, mulheres em idade fértil que desejam engravidar nos próximos 12 meses, enfermidades graves ou não controladas e antecedentes de anafilaxia;
  • Proibição de aplicação em pessoas que tenham recebido outra vacina contra a Covid-19, com febre, HIV, hepatite B ou C, que tenham se vacinado nas 4 semanas anteriores, tenham recebido imunoglobulinas ou hemoderivados 3 meses antes, tenham recebido tratamentos com imunossupressores, citotóxicos, quimioterapia ou radiação 36 meses, tenham recebido terapias com biológicos incluindo anticorpos anticitocinas e outros anticorpos;
  • Importação de doses fabricadas em plantas inspecionadas pela Anvisa;
  • Lotes importados devem ser aprovados pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), da Fiocruz;
  • Bulas e rótulos devem ser disponibilizados em português;
  • Comunicado claro de que o imunizante não tem avaliação da Anvisa quanto aos critérios de qualidade, eficácia e segurança.

Enquanto a população espera por uma vacina realista, todos assistem a Anvisa autorizar, mas condicionar, e seguem sem saber os rumos políticos do país que travaram uma guerra nos bastidores devido a queda de braço entre o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe, e a oposição no Congresso Nacional.

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