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Brasil Pandemia

Agilidade que fala? após 460 dias de pandemia, Bolsonaro quer grupo técnico

Gestão eficiente de Bolsonaro avança um passo após 15 meses da doença.

13/05/2021 11h20
Por: Redação Fonte: Redação
Presidente Bolsonaro estaria atrasado e perdido no enfrentamento da pandemia
Presidente Bolsonaro estaria atrasado e perdido no enfrentamento da pandemia

Os memes que circulam na Internet sobre atrasos em informações e causam boas gargalhadas na população brasileira, agora parecem ser realidade dentro do Palácio do Planalto, onde trabalha o presidente Bolsonaro. O Termo "Rubinho" no mundo dos memes quer dizer que uma pessoa é atrasada, que demora para interpretar as coisas ou que chega por último. E é justamente nisso que está sendo comparado a gestão de Bolsonaro na pandemia.

Jair Bolsonaro anunciou a criação de uma Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19. A medida vem exatamente mais de 460 dias após o governo declarar estado de emergência para conter a pandemia, e ocorre ao mesmo tempo em que uma CPI no Senado analisa possíveis omissões do Executivo na condução do combate à doença, que já tirou quase 450 mil vidas brasileiras.

Piada envolvendo a "lentidão" da notícia com a demora do governo federal em criar um grupo estratégico de combate a pandemia.

Em curto comunicado, o Palácio do Planalto afirmou que será papel da secretaria "propor diretrizes nacionais e ações de implementação das políticas de saúde para o enfrentamento à covid-19, em articulação com os gestores estaduais, municipais e do Distrito Federal", assim como definir e coordenar as ações do Plano Nacional da Vacinação contra a doença.

A medida, na prática, esvazia um comitê planejado por Bolsonaro para unir os três poderes. O grupo, além do chefe de Executivo, é composto pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), além de contar com a anuência do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. Após algumas reuniões, o comitê deixou de se encontrar há cerca de um mês, após Bolsonaro se pronunciar contra as decisões tomadas pelo grupo.

A proposta de criação vem em um momento onde o governo de Jair Bolsonaro é cobrado pela sua ação errática e mesmo prejudicial no combate ao coronavírus. Nesta semana, a CPI da Pandemia no Senado Federal deve ouvir presidentes de farmacêuticas e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, sobre possíveis interferências e recusas do governo brasileiro na compra e avaliação de vacinas.

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