Quarta, 16 de Junho de 2021 19:14
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Política Covid-19

Deputados da CLDF “esquecem” colegas, ministério e tentam culpar o GDF em busca de popularidade

"Desesperados" por reconhecimento da população, deputados sinalizam que só o DF sofre com a pandemia no mundo.

13/05/2021 07h58
Por: Redação Fonte: Redação
CLDF economizou dinheiro público com sessões e reuniões online, o que fez deputados ficarem longe do povo e com baixa audiência
CLDF economizou dinheiro público com sessões e reuniões online, o que fez deputados ficarem longe do povo e com baixa audiência

Depois de tentar emplacar uma CPI atrás da outra, parte dos deputados distritais partiu para um tom mais agressivo em relação a gestão do governador Ibaneis Rocha em relação ao enfrentamento da pandemia no Distrito Federal. O presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente, e o vice-presidente Delmasso, se esforçam para manter uma gestão humanizada na Casa de Leis, mas o desespero de alguns deputados em busca de popularidade é maior, pois ano que vem tem eleições.

Em sessão nesta quarta-feira (12) na CLDF, o deputado Professor Reginaldo Veras (PDT), destacou a situação da saúde e as vidas perdidas por falta de leitos de UTI no Distrito Federal e seu discurso foi motivador para outros colegas da Câmara Legislativa se empoderar e pegar carona nas críticas. “O conjunto de mentiras do governo, a má gestão, a insensibilidade, as denúncias frequentes de corrupção, a nossa incapacidade de fiscalizar, a omissão do Ministério Público: todos nós temos culpa pelas 500 pessoas que morreram por falta de UTI”, disse Veras.

Na foto acima, o deputado distrital Reginaldo Veras e o "sonhador" Ciro Gomes. Ambos devem ser candidatos nas próximas eleições, mas enfrentam os desgaste dos debates pesados e, muitas vezes, incoerentes.

Sem mencionar qualquer crítica a gestão do governo federal, sob o comando do presidente Jair Bolsonaro, e sem listar suas atividades em benefício da população, o deputado distrital Reginaldo Veras fez vistas grossas para o Ministério da Saúde deixando a entender que os problemas ocasionados na pandemia estão acontecendo apenas no DF e não em todo o Brasil.

A deputada Arlete Sampaio (PT) disse concordar com a fala do colega parlamentar: “É a situação concreta que vivemos, por conta da omissão criminosa do presidente, que já chegou a dizer que a melhor vacina é o vírus. E o governador acompanhou essa visão e não tomou as providências devidas”, disse a distrital que também fez vistas grossas ao Ministério da Saúde e mirou os ataques ao governador.

A Câmara Legislativa caminha para pegar carona no Congresso Nacional em relação a ampliar o debate em torno de uma CPI local. Isso porque, no próximo ano acontecem as eleições para deputados distritais e o palanque de uma CPI é atrativo para quem pensa em reeleição.

Nesse sentido, o deputado Fábio Félix, do PSOl, confirmou o que o jornal DF Informa vem dizendo desde o início do ano em relação a vontade dos distritais em criar CPI para possível promoção do mandato, já que passaram os últimos 14 meses vetados nas agendas populistas devido as regras de biossegurança. “Quem vai responder por não cumprir as decisões judiciais de garantir UTIs? Passou da hora de termos uma CPI, passou da hora de largar de omissão”.

Na foto acima, deputado Leandro Grass "aliviou" os colegas de CLDF de críticas e se empolgou nos ataques ao governo dando a entender que o GDF tem a fórmula mágica para acabar com a pandemia de Covid-19..

Com marca carimbada na CLDF como “apaixonado por CPI e por só enxergar críticas a todo o sistema de saúde, o deputado distrital Leandro Grass não perdeu tempo e aproveitou a “carona” para atacar o governo do Distrito Federal. “Somente obras não satisfazem a população. O que precisamos defender é a vida. O legislativo que se preza legisla e fiscaliza com rigor. Não nos acovardemos. Precisamos de todos os órgãos de fiscalização andando em sintonia”, disse o deputado.

De olho em 2022, os deputados “fritaram” o GDF nos discursos o que, segundo especialistas em marketing digital, rende muita visibilidade nas redes sociais ao “defender os interesses do povo”.  Sensatos, representantes da população na Câmara Federal, Senado e CLDF apresentaram ou votaram projetos que reduziram os gastos dos gabinetes, cortaram salários ou isentaram trabalhadores de diversos tipos de tributos.

Incoerência

Meses atrás, a deputada Júlia Lucy, do Partido Novo, esteve em mega manifestação populista em frente a casa do governador para defender que os comércios fossem abertos e os empresários tivessem o direito de trabalhar.

As aglomerações fizeram explodir os casos de coronavírus no Distrito Federal, mas na sessão desta quarta-feira, os deputados Leandro Grass, Fábio Félix, Arlete Sampaio e Reginaldo Veras não mencionaram as “aventuras” da colega deputada.

A postura dos deputados também não cita as recomendações dos especialistas em saúde que pediam para a população se reservar em casa ou reduzir o contato em público. Parte das recomendações foi desrespeitada e o que se viu foram hospitais lotados.

Em julho do ano passado, quando a pandemia de Covid-19 explodiu no Brasil, o deputado Fábio Félix participou de live (reunião ao vivo) com a distrital Júlia Lucy para debater sobre a "flexibilização da quarentena". O relaxamento das regras de biossegurança no DF foram um dos principais fatores para a superlotação dos hospitais. 

No início da pandemia, até o deputado distrital Jorge Vianna desrespeitou os protocolos de biossegurança e “invadiu” um hospital para, segundo ele, “fiscalizar”. Vianna também foi poupado pelos colegas deputados nesta quarta-feira.

O próprio presidente Jair Bolsonaro saiu diversas vezes nas ruas sem máscara e provocando aglomeração. Os constantes episódios do presidente também não foram destacados com euforia pelos deputados da CLDF, como também porque a bancada federal demorou 14 meses para pressionar o governo a tratar das vacinas aos Estados e o DF.

Presidente na saia justa

Os ataques ao GDF deixam os parlamentares na saia justa perante a população, pois esperaram 14 meses para cobrar uma medida mais eficiente do governo.  O deputado Rafael Prudente, presidente da CLDF, terá que ter jogo de cintura para controlar os parlamentares que, desesperadamente, buscam a atenção e o respeito do povo para se reeleger.

Na foto acima, o jovem deputado Rafael Prudente, presidente da CLDF, que tem construído uma harmonia entre a CLDF e o Governo para enfrentar a pandemia.

Parte da agenda do presidente da Casa de Leis é destinada a fiscalização e acompanhamento de obras relacionadas a saúde, o que foi completamente ignorado pelos colegas distritais na sessão desta quarta-feira, 12, na CLDF.

Falta de reconhecimento

Nos discursos acalorados dos deputados distritais, onde o foco era atacar a gestão do governador Ibaneis Rocha, parte dos parlamentares não lembrou sequer de reconhecer a força de vontade que trabalhadores da saúde estão se dedicando na linha de frente do combate a pandemia.

Hoje, quarta-feira, é o Dia Internacional da Enfermagem. De servidores da limpeza a equipes médicas estão empenhados na gestão e os ataques políticos não foram bem recebidos dentro do serviço público e a população já percebeu qual o real interesse dos distritais.

Os deputados Leandro Grass, Fábio Félix, Arlete Sampaio e Reginaldo Veras discursaram como se o governador Ibaneis Rocha fosse o fabricante das vacinas e esqueceram que é o Ministério da Saúde que domina a gestão do imunizante. A situação de três ex-governadores do Distrito Federal que, parte foi preso e outra parte tiveram vários secretários presos por corrupção por desvios, também não foi lembradas pelos distritais.

O assunto ainda vai dar muito o que falar até a definição da atual conjuntura política para as próximas eleições. Até um senador que está com problemas no judiciário dedicou parte da agenda desta quarta-feira, 12, para atacar a gestão do DF.

 

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