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Tecnologia Negócios Digitais

Comida não se perde e empreendedor cria startup para resolver isso

Startup reduz desperdício ao criar demanda para alimentos que iam para o lixo

10/05/2021 05h27
Por: Redação Fonte: Redação
green techs quer conquistar o mundo
green techs quer conquistar o mundo

Greentech garante ter estimulado negócios entre 32 indústrias brasileiras e mais de 600 varejistas e planeja iniciar operações em Chicago e em Medelín.

Todos os anos, o mundo gera mais de 1 bilhão de toneladas de resíduos alimentares. Ou seja, o destino de cerca de 30% dos alimentos gerados a nível global é o lixo, segundo Agência Sueca de Proteção Ambiental.

Para reduzir esse índice, as green techs — também chamadas de startups verdes — buscam soluções para problemas deste tipo por meio da tecnologia.

O empresário Estevão Andrade, proprietário de uma indústria de laticínios que leva seu nome, costumava descartar aproximadamente 12 toneladas de alimentos prestes a vencer ou fora de padrão por mês.

Mesmo em boas condições para consumo, os produtos eram enviados para descarte, o que gerava desperdício e um custo extra para o negócio. "[A gente descartava] Queijos com problemas de textura, problemas de alguma avaria”, disse Andrade.

A solução para evitar o descarte desnecessário e enxugar gastos dos empresários veio com a Gooxxy, plataforma que liga fabricantes com varejistas que estão interessados em vender itens com data próxima do vencimento ou fora de padrão por preços mais baixos.

“A gente trabalha recolocando os estoques que estão próximo do vencimento, que seriam descartados, produtos que estão sendo descontinuados da indústria por algum motivo. Recolocar é muito mais sustentável que descartar", disse Vinícius Alves Abrahão, criador da plataforma.

Desde 2017, a plataforma afirma ter estimulado os negócios entre 32 indústrias brasileiras e mais de 600 varejistas. Para isso, o sistema usa inteligência artificial para que acordos sejam feitos entre empresas da mesma região, o que reduz despesa com frete e agiliza a entrega.

Segundo Abrahão, a plataforma também fornece dados importantes para as empresas reverem a própria produção e evitarem compras em excesso. "Hoje, a gente tem contrato com as indústrias, que passam seus estoques para nós no início da semana. Assim, automaticamente os clientes acessam aquelas oportunidades e tomam a decisão de comprar ou não", afirmou.

Gerente-geral de um supermercado em Minas Gerais, Ricardo Dutra Reis utiliza a tecnologia há dois anos para vender alimentos a preços inferiores aos consumidores.

“A grande vantagem é a gente estar conseguindo oferecer um produto que seria só para o público A para todos os públicos, para todas as classes sociais", disse.

Para sobreviver financeiramente, a Gooxxy fica com 1% a 2% sobre as vendas. Em 2020, a startup movimentou mais de R$ 250 milhões de produtos.

O próximo passo da empresa é internacionalizar: "A gente está indo para Chicago (EUA) e para Medelín (Colômbia) para começar a fazer essa operação também lá fora porque o mesmo problema que existe aqui existe em qualquer lugar do mundo, né?", questionou Abrahão.

Assista a reportagem: CLIQUE AQUI

Gooxxy

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