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Saúde Covid-19

Desesperador! variante britânica é 45% mais contagiosa do que o coronavírus original

Nessa etapa do estudo, os pesquisadores puderam observar alguns efeitos da vacina sobre a população.

21/04/2021 00h09
Por: Redação Fonte: Redação
É rezar para essa variante não chegar ao Brasil.
É rezar para essa variante não chegar ao Brasil.

Pesquisa feita em Israel também mostra que, mesmo com a disseminação da B.1.1.7, casos de Covid-19 entre a população acima de 60 anos caíram após o início da vacinação

A variante britânica do novo coronavírus, denominada B.1.1.7, se espalhou com bastante rapidez em Israel. De acordo com cientistas da Universidade de Tel Aviv, em 24 de dezembro, apenas 5% dos casos positivos eram atribuídos à nova cepa. Já em janeiro de 2021, seis semanas depois, esse número pulou para 90% e hoje se encontra em cerca de 99,5%.

Ariel Munitz, professor do Departamento de Microbiologia Clínica e Imunologia da universidade israelense e responsável por conduzir a investigação, explica que foi possível acompanhar a disseminação da variante britânica sem que fossem feitos sequenciamentos genéticos. Isso porque a equipe utilizou um kit que detecta três genes virais distintos, um dos quais é conhecido como “gene S” e foi apagado na mutação da B.1.1.7, o que torna o processo de identificação mais simples.

Além da capacidade de contágio da nova variante em relação ao Sars-CoV-2 original, a disseminação da B.1.1.7 conforme a idade também foi analisada. Nessa etapa do estudo, os pesquisadores puderam observar alguns efeitos da vacina sobre a população: em janeiro, o número de novos casos de Covid-19 em pessoas acima de 60 anos caiu consideravelmente, enquanto o aumento seguiu para o resto dos indivíduos.

Esse fenômeno foi visto cerca de duas semanas depois que 50% dos cidadãos com mais de 60 anos receberam a primeira dose de imunizante. “Nós podemos dizer que a vacina salvou centenas de vidas, mesmo no curto prazo”, afirma, em nota, Dan Yamin, um dos autores do artigo.

Outro destaque dado pelos pesquisadores é referente ao papel do monitoramento ativo. A equipe comparou dados de pessoas acima de 60 anos com dois perfis: as que residem em asilos e as que moram em outros lugares. Assim, foi possível perceber que os idosos da população em geral apresentaram uma carga viral mais alta do que aqueles de casas de repouso, onde a testagem é frequente.

Como altas cargas virais influenciam bastante na transmissão, os cientistas defendem que, para reduzir as chances de adoecimento e morte, é importante implementar testes de rotina em asilos e outros locais vulneráveis que correm risco de serem epicentro da Covid-19.

Ao apresentar os resultados do estudo, Yamin também nota que cada país enfrenta contextos distintos. De acordo com ele, em Israel o coronavírus encontra um ambiente mais favorável para a disseminação devido a algumas características da região, como a grande concentração de pessoas e o tamanho das famílias.

Mesmo diante de particularidades, o pesquisador acredita que as conclusões da investigação podem ser úteis em uma escala mais ampla. “Nossa mensagem para o mundo é que, após a vacinação de 50% da população idosa e com testes direcionados a riscos de epicentros, países ocidentais podem esperar que a curva de casos graves caia, apesar do alto contágio da variante britânica”, conclui Yamin.

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